A falta de uma política industrial mais consistente para conter a crise de desindustrialização no Brasil foi uma das questões abordadas pelo presidente do Conselho e diretor da Mundial S/A, Michael Ceitlin, no Tá na Mesa da Federasul. “O Brasil que investir no mercado internacional, mas não sabe cuidar de suas fronteiras, enquanto isso, passa por um processo visível de desindustrialização”, afirmou durante o evento que aconteceu nesta quarta-feira (01/06). De acordo com Ceitlin, há uma tendência natural de competição entre a industria nacional e produtos estrangeiros, mas a supervalorização do Real e o fenômeno industrial da China agravaram esta situação. “Hoje qualquer produto brasileiro, não importa de qual segmento, disputa o mercado com, no mínimo, 20 outras marcas. Por isso, é preciso de uma política adequada que começa com incentivos fiscais”, declarou. O convidado falou também sobre o desempenho da Mundial a partir do processo de fusão das empresas Zivi-Hercules e Eberle, em 2003, e sobre a aquisição da marca de esmaltes Impala, em 2009. “Redirecionamos os nossos focos nos últimos anos para a valorização das marcas e atuação nos nichos de mercados”, explicou. Em 2010, a receita da Mundial teve 27% de acréscimo, o que rendeu a empresa um faturamento de aproximadamente R$ 365 milhões. Segundo Michel Ceitlin, a projeção deste ano é de um crescimento de 12,2% com faturamento na ordem de R$ 410 milhões. Hoje o grupo conta com quatro filiais estrangeiras – duas nos Estados Unidos, uma na Argentina e outra em Hong Kong.
Fonte:Imprensa Federasul